Num desses dias que ando pela cidade com vagar e olhos de ver, reparei numa escultura que se exibe no jardim em frente à prefeitura, na Cidade Nova.
Antes de escrever estas linhas, pesquisei na internet a autoria da obra para dar o crédito necessário e lustrar o meu verniz cultural.
A obra é de Ascânio M M M, um artista que despontou nos anos 1960/70, agora famoso no Brasil e no mundo.
Mas estas palavras não são para falar de arte, movimentos artísticos ou da biografia do Ascânio, que para tal me faltam os meios. São para falar daquela escultura. E do meu diálogo com ela.
Sim, a escultura parece convidar os passantes a observá-la, contornando-a. Aceitei o convite. E vi múltiplas formas se revelarem a cada passo meu, a cada ponto de vista. E a beleza da obra se desvendou integralmente a mim, que aceitei admirá-la deste modo.
É isto que falta no mundo atual, principalmente no Brasil: ver com olhos de ver, ouvir com ouvidos de ouvir; observar os fatos, a realidade, e ouvir o que ela nos diz. E o que dizem as outras pessoas. E refletir sobre o que se vê e o que se ouve. E entender, se possível.
Falta dialogar, meus queridos!



