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6 de jul. de 2021

           Abraço bom, sô!

          Ocupado no preparo da edição de dois livrinhos, quase não tenho escrito. Mas não é falta de tempo, nestes dias de isolamento e distanciamento social. É preguiça mesmo! Pois amanheci hoje com vontade de quebrar esse jejum escrevinhador.
          Pois vamos lá, antes que vença a preguiça.
          Dia desses precisei ir a Madureira comprar materiais para desenho. Na volta cruzei com uma mocinha na calçada, mascarada como eu, que me olhou atentamente e perguntou:
          — Tio?
          Era uma de minhas sobrinhas, que  não via há muito tempo e já não tão mocinha como disse antes.    Não titubeei, quebrei o protocolo pandêmico e abracei-a longamente. Que abraço gostoso!
          A máscara esconde até o parentesco e o distanciamento social nos priva dos pequenos prazeres da vida, que não são pequenos, mas grandes e essenciais.

19 de abr. de 2020

Em tempos de coronavírus

          Ontem tive a oportunidade de uma carona até São Gonçalo para visitar meus netos. De carro porta a porta, menor risco, aceitei. Yasmin soube da pretendida visita (por via de Rita, minha mulher), telefonou e questionou-me acerca da exposição desnecessária ao coronavírus, apesar de estar "morrendo" de saudades - segundo ela - e abortou a minha intenção.
          Pois é, meus queridos: a rede de afetos que me envolve e me atrai, contraditoriamente também me afasta.
          - Fique em casa, vovô, fique em casa!
          E eu fico. E fico bem, tenho sempre alguma coisinha a fazer, tenho leitura e televisão...
          E volto a escrever, atividade prazerosa há muito negligenciada.
          E digo, queridos, se cuidem e fiquem em casa! Esse vírus não é de brincadeira! Não ouçam as vozes da ignorância, daqueles que acham que é só uma "gripezinha". Ouçam a voz da ciência e de seus arautos! Esse vírus, apesar de ser - como dizem- menos letal que o influenza, por exemplo, é de facílima transmissão e, uma vez dentro do hospedeiro, reproduz-se de forma avassaladora! Ele só precisa de uma carona - você transitando pelas ruas.
          FIQUE EM CASA!
          Não é só pelos velhinhos e pessoas com doenças pré-existentes; no Brasil, 25% dos casos confirmados ocorrem nas faixas de 40/49 e 30/39 anos. E até adolescentes e um bebê já morreram!
          Não é só por você, é pelos outros. É pela sociedade. É para diminuir a velocidade de contágio dando chance de atendimento hospitalar a todos que necessitem. É para evitar o colapso hospitalar, como tem acontecido em outras partes do mundo. 
          E pensem, meus caros, esses da "gripezinha" não estão preocupados com a vida ou com a economia, diretamente. Estão preocupados -profundamente- com as eleições de 2022!