26 de dez de 2012

Agora temos celular - viva o celular!

Não pensem que usei o plural majestático. Não. Refiro-me a "nós" - humanidade. Eu continuo a não usar esse aparelhinho maravilhoso. Não faço parte da humanidade, ou melhor, estou auto-excluído da modernidade.
Amanhã ia viajar para Maricá, passar lá a virada 2012/2013, levando comigo a Yasmim. Tudo combinado, a menina empolgada, contando os minutos. Sua mãe me telefonou há pouco desmarcando o que estava marcado. Motivo: a menina perdeu o carregador do seu celular, já não dava para comprar outro, a viajem tinha de ser adiada. Sem celular, como ela poderia se comunicar com a filha, saber se chegara bem, etc, etc, etc?
Em que pese o cuidado da mãe com a filha, eu fico encucado, pensando: como é que as pessoas viviam antigamente, sem celular? Como é que a humanidade conseguiu sobreviver e chegar ao século XX, sem esse aparelhinho maravilhoso, já que hoje nada se faz, nada se resolve sem ele? Mesmo as coisas mais banais. Me ajudem a entender esse mistério da sobrevivência humana. Por favor!

2 comentários:

Jussara Neves Rezende disse...

Rsrs... não há como entender isso! Eu também resisti o quanto pude ao dito aparelhinho. Achava muito feio (ainda acho) as pessoas andando pela rua a falar ao telefone.. além disso, se me aborrecia (aborrece ainda) o toque do telefone, por que razão haveria de carregar aquele tormento quando estivesse longe de casa?
Daí um dia em que combinara encontrar uma tia na 25 de Março, em São Paulo, o metrô ficou parte da manhã parado. Eu estava no Terminal Rodoviário do Tietê e de repente me vi cercada por uma multidão que se espremia... o horário de encontrar minha tia se aproximava e eu não tinha a menor chance de chegar a um telefone público para tentar falar com ela, pois com a falta do metrô a rodoviária não conseguia escoar toda aquela gente e eu não tinha como me mexer no meio da confusão. Foi um sufoco! Quando voltei para casa a primeira providência que tomei foi comprar o meu primeiro celular.. e lá se vão pelo menos uns 8 anos... e já não sei viver sem ele, embora tenha vivido muito mais tempo numa época em que ele não existia :/
Tb estou a evitar doces e minhas roscas divinas... rs. Bom saber que as fotografias deixaram mesmo transparecer a delícia que ela é!
Abraço!

Joao Antonio Ventura disse...

Na verdade eu tenho um celular, mas quem o usa é minha mulher. Acho que ainda não preciso: estou aposentado e saio pouco de casa. E ainda não passei por uma situação semelhante à sua. Creio que só usarei um quando ficar gagá, com alto risco de me perder na rua. De preferência um celular com GPS. Abraços.

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