23 de fev de 2014

Uma tragédia dentro da tragédia


Dos cerca de vinte livros que salvei do lixo, reservei mais um para mim: o Diário de Anne Frank. Pertenceu à mãe ou à avó de Yasmin, não sei bem; é leitura comum no segundo ciclo do 1º grau ou no 2º grau, creio.
Então por que separá-lo para mim, se já é leitura passada, apreendida e ruminada? Não para mim, caríssimos amigos. O meu ginásio e o meu 2º  grau foram substituídos pela Escola de Especialistas de Aeronáutica, uma escola técnica e militar, portanto o programa de Português não contemplava a literatura, nem tempo havia para leituras consideradas, digamos, supérfluas. Havia os regulamentos, os manuais técnicos e as normas-padrão de ação. Mas não pensem que estou surpreso com o achado. A história de Anne e sua família é bastante conhecida, uma tragédia particular dentre tantas outras no âmbito da grande tragédia que foi a 2ª guerra mundial e o holocausto nazista. Eu mesmo conhecia a história de há muito, só nunca havia lido o famoso diário. Li-o agora, com muitos anos de atraso. Nunca é tarde para se ler um livro.




E que menina excepcional! Acompanhei, pelo diário, o desenvolvimento pessoal dessa menina inteligente, sensível e talentosa durante os três anos de sua adolescência (dos 13 aos 15) em que ficou confinada com sua e mais outra família de amigos num esconderijo (o “anexo secreto”), tentando escapar da sanha genocida nazista. Acompanhei as dificuldades do confinamento, os medos e as angústias, as alegrias e tristezas. E o desabrochar de seu caráter reto e firme, de seu espírito crítico, que não poupava nem a si mesma, de sua fé inabalável e de sua esperança sempre renovada. E de sua imensa vontade de viver, de seu amor à vida.
Apenas Otto Frank, o pai de Anne, sobreviveu ao horror da guerra.
Anne Frank queria ser jornalista e escritora. Escritora ela já era…
Que tesouro se perdeu!

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Me faça esse carinho

8 comentários:

Denise Rangel disse...

Bom dia, João. Li o Diário, na adolescência, e sofri empaticamente com Anne. Talvez deve-se relê-lo hoje, com uma visão mais crítica e amadurecida, talvez, do mundo e da vida.
Bom domingo!
Abraço, garoto

Toninho disse...

Um belo help a um livro que nos envolve.
Voce fez bem feito com sua cronica reflexão.

Um abração.

Jussara Neves Rezende disse...

Olha que coincidência, João Antônio: estive ontem na Livraria Cultura, em São Paulo, e entre os livros que comprei está o diário de Anne Frank. Eu o li na adolescência, mas era livro de biblioteca e nunca cheguei a possuí-lo. Quando o vi sobre uma pilha de livros, não resisti. Chegou o momento de reler!
Abraço!

Denise Kirsch Oliveda disse...

Olá João, também li o Diário na adolescência. Um lindo e comovente depoimento contra a guerra, injustiça e crueldade dos homens. E essa semana fui surpreendida com a triste notícia de que vários exemplares foram destruídos em bibliotecas de Tóquio...

Um abraço querido e boa semana,
Denise – dojeitode.blogspot

Luma Rosa disse...

Oi, João!
Está aí um livro que gostaria de reler... Depois que li ainda fui em uma exposição sobre a obra e tinha algumas pessoas que discutiam a obra. Dizem que a melhor leitura é a releitura, pois captamos coisas que antes não prestamos atenção. Boa leitura!!
Ah, jogar livro no lixo é um pecado! Fala pra mãe da Yasmin participar do BookCrossing Blogueiro - é gratificante para quem participa e para quem recebe um livro de presente! Participe você também!! :D
Beijus,

Carlos Hamilton disse...

Oi meu amigo João, estou seguindo seu blog a parti de agora.
Já li este livro, achi ele sensacional. Eu amo biografias e este livro
foi muito bem relatado.
O convido para sentar-se a minha Mesa de Conversa, por lá sempre
temos bons assuntos a abordar.

Abraços

Rafael Ventura disse...

É pai, acabei ficando com esse livro, e já vou repassar para outra pessoa. É fascinante e ao mesmo tempo triste, nem Anne poderia imaginar que seu diário, que ela mesma o achava sem importância e muito sem graça, poderia se transformar em um documento histórico sobre esse período vergonhoso da existência humana.

Joao Antonio Ventura disse...

Meu garoooto!

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