
A minha participação foi mínima: ler um manifesto ao povo de Marechal Hermes, logo ao início das manifestações culturais. Mas bom mesmo foi o que houve antes e o que veio depois.
Concentração na praça Monte-se. Cheguei quando se iniciava o cortejo pela calçada central da avenida, em direção à praça XV de Novembro, local do evento.
Ah! meus queridos! Fogos estourando no ar, aquele som mambembe da fanfarra, o padroeiro São Sebastião conduzido à frente, e o líder do grupo TÁ NA RUA, organizador do evento, em charrete puxada a cavalo, anunciando a festa. E palhaços, e capoeiristas, e bailarinas, e pernas de pau… Ai, que lindo!

Recomposto, voltei ao cortejo e cheguei à praça de alma lavada, para ler o manifesto. Depois foi um suceder de atrações, até às 19 horas: circo, dança-afro, dança cigana, capoeira, teatro de rua; uma festa da diversidade cultural e do povo carioca; uma festa para os olhos e para a alma, como Marechal jamais viu!
A cultura, me parece, é um denominador comum que aproxima, solidariza as pessoas; não aparta nem divide, mas soma. Foi o que vi na praça XV de Novembro, em Marechal Hermes.
5 comentários:
Oi, João,
Assim, felizmente, é a vida: num dia podemos ficar desassossegados com atecimentos de rua e no outro, emocionados, rsrs. Acho que os anos vão deixando a gente mais sentimental e isso resulta da nossa maior compreensão das coisas nos cercam.
Um abraço, boa noite e boa semana
Olá, João!
Gostei muito do seu texto, da forma como ele está escrito (parece português de Portugal. Eu já li o seu perfil), e da descrição do evento cultural.
Cultura é isso mesmo: partilhar, alegrar, sentir, dar e receber.
Sentiu-se, de novo, um menino. É bom que tal tenha acontecido, porque isso demonstra que o seu coração está jovem e com predisposição para a alegria e companheirismo.
Resto de boa noite e um bom fim de semana.
Um abraço meu e outro de Lisboa.
Wow!! Que festa bacana, João!!
Acho que você chorou de alegria! Isso acontece comigo quando a felicidade me toca! A cultura quando resgata valores fortalece todo um grupo, uma região, um país... O Brasil precisa resgatar seus valores e a cultura é uma forma de unir corações e mentes.
João, você teve ter muitas histórias de menino e juventude para contar. Deve fazê-lo em seus livros, em família, no blogue... Quem lê ou escuta, sente-se vinculado a uma grande rede, pois todos nós temos saudades, sentimos nostalgia... Quer vir nesse sábado lembrar desse sentimento que vive latente em nós? Tá rolando uma Blogagem Coletiva nesse final de semana... Também participo!! :) Vem com a gente!!
Beijus,
Concordo com você, a cultura aproxima as pessoas, não as deve realmente dividir nem apartar, pois é o que nos faz crescer, aprender e amadurecer. Nos ajuda a tornar-nos pessoas melhores :)
A sua emoção com toda essa festa é natural. Enquanto que na infância e na juventude é uma descoberta, na vida adulta mexe com recordações e bons momentos. Também acho que quanto mais velhos, mais sensíveis ficamos à beleza e às várias manifestações da arte.
Como gostaria de ter assistido a essa festa. Pela sua descrição deve ter sido demais!!!!!
Beijinhos
A emoção quando é tanta, transborda em lágrimas, João Antonio!
Esses raros momentos na vida tem o nome de felicidade, e você é um privilegiado!
Um forte abraço!
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